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Prevenção positiva: um panorama geral

Nos últimos anos, as iniciativas de prevenção do HIV têm vindo aumentar o enfoque em pessoas que vivem com o HIV/SIDA (PVHS), para além de abordarem iniciativas de redução de risco que visam indivíduos não infectados com o HIV. A Iniciativa de Promoção da Prevenção do HIV, patrocinada pelos Centros para o Controlo e Prevenção de Doença dos EUA (CDC), realçou ainda a necessidade de se trabalhar com PVHS como uma estratégia importante para a redução da taxa constante de novas infecções de HIV nos Estados Unidos e noutros países (CDC 2003). Estas intervenções, muitas vezes conhecidas como Prevenção com Positivos (PP) ou Prevenção Positiva (PP) e, mais recentemente, como Saúde, Dignidade e Prevenção Positiva (GNP+ 2009), presta serviços a PVHS para responder às necessidades de cuidados e prevenção do HIV e, finalmente, reduzir o comportamento de risco de transmissão do HIV. Os programas de PP servem como garantia para que não se percam oportunidades para abordar a prevenção do HIV com indivíduos seropositivos.

A introdução da Terapêutica Anti-retroviral (TARV), e as subsequentes melhoras resultantes para a saúde e para a qualidade de vida para PVHS, têm exercido um impacto profundo nas necessidades das PVHS. Cada vez mais, as PVHS estão a viver mais tempo, a sentir-se melhor e a tentar viver vidas normais nas suas comunidades, que incluem ter relações sexuais, ter filhos e perseguir os seus objectivos pessoais. A introdução da TARV precipitou a mudança do paradigma do aconselhamento do HIV e das mensagens necessárias para um maior foco na redução de risco e na prevenção da propagação do HIV e para uma prática de vidas normais e saudáveis. As necessidades dos indivíduos seropositivos devem ser abordadas de uma forma significativa à medida que as PVHS assumem um maior controlo do seu tratamento e lidam com a sua saúde de novas formas.

Com o tempo, as PVHS tornaram-se um grupo com voz activa a trabalhar para a obtenção da igualdade de tratamento e compreensão nas suas comunidades e sociedades, e são elas que se encontram em primeiro plano nas iniciativas de prevenção do HIV. As PVHS reconhecem agora o impacto que têm na abordagem à infecção com o HIV e a sua força para se apoiarem mutuamente e disseminarem informações nas suas comunidades. A direcção futura da epidemia do HIV depende das PVHS e da sua capacidade de causarem mudanças comportamentais positivas que contribuam para a redução da transmissão do HIV.